Juros Nominal e Juros Real: o que realmente importa (sem complicação)

Entenda de forma simples a diferença entre juros nominal e juros real, como a inflação afeta o poder de compra e o que realmente importa para provas, mercado financeiro e decisões do dia a dia.

CONTEÚDO

Brayan Souza

2/16/20262 min read

Quando alguém começa a estudar conhecimentos bancários, educação financeira ou mercado financeiro, uma das primeiras confusões que aparecem é essa:

“Qual é a diferença entre juros nominal e juros real?”

E normalmente a cabeça já vai direto pra conta, fórmula, porcentagem, Fisher, inflação…
Mas calma. Antes da matemática, vem o conceito.

Neste texto, a ideia é exatamente a mesma da aula:
👉 entender o significado,
👉 saber diferenciar os termos,
👉 e saber usar isso em prova e na vida real.

Primeiro: o que é juros nominal?

Juros nominal é a taxa que aparece.

Simples assim.

É:

  • a taxa escrita no contrato

  • a taxa divulgada no investimento

  • a taxa anunciada no empréstimo

Exemplos:

  • “Esse investimento rende 10% ao ano

  • “Esse empréstimo custa 3,5% ao mês

  • “A aplicação paga 1% ao mês

Tudo isso é juros nominal.

👉 É a taxa evidente, aparente, aquela que “tem nome”.

Então o que é juros real?

Aqui entra a parte mais importante do aprendizado.

Juros real é o juros nominal descontado da inflação.

Ou, traduzindo para português claro:

Juros real mostra quanto o seu poder de compra realmente aumentou.

Porque ganhar dinheiro não é a mesma coisa que ganhar poder de compra.

Um exemplo simples (sem fórmula)

Vamos imaginar:

  • Você tem R$ 100 hoje

  • Aplica esse dinheiro a 10% ao ano

  • Depois de um ano, você tem R$ 110

Até aqui, tudo certo.
Você ganhou R$ 10.

Agora entra a inflação.

  • Suponha que a inflação no período foi de 4%

  • Algo que custava R$ 100, agora custa R$ 104

Percebe o ponto?

Você tem R$ 110, mas:

  • O custo de vida subiu

  • Seu dinheiro compra menos coisas do que antes

Na prática, o ganho real não foi R$ 10.
Foi algo próximo de R$ 6.

👉 Esse ganho de poder de compra é o juro real.

Juros real não é “juros – inflação” (e por quê)

Aqui muita gente escorrega.

É comum pensar:

“Se o juros é 10% e a inflação é 4%, então o juro real é 6%.”

Conceitualmente, a ideia está certa.
Matematicamente, está errada.

Por quê?

Porque juros trabalham em regime composto, não em conta simples.

Mas atenção:
👉 para conhecimentos bancários, você NÃO precisa sair calculando isso o tempo todo.

O que você precisa saber é:

  • Juros nominal = taxa aparente

  • Juros real = ganho de poder de compra

  • A inflação corrige o valor do dinheiro no tempo

Isso já resolve a maioria das questões de prova.

Quando entra a fórmula (e só quando precisa)

Se for necessário calcular corretamente, usa-se a chamada fórmula de Fisher, que ajusta o juros pela inflação.

A lógica dela é simples:

  • Corrige o valor do dinheiro pelo juros

  • Corrige o valor do dinheiro pela inflação

  • Compara os dois

Mas perceba algo importante:

👉 A fórmula é só um instrumento.
👉 O conceito vem antes.

Quem entende o conceito, sabe quando a conta faz sentido.
Quem decora a fórmula sem entender, se perde fácil.

Por que o juro real é tão importante?

Porque ele responde a pergunta que realmente importa:

“Meu dinheiro está ficando mais forte ou mais fraco com o tempo?”

Você pode:

  • Ganhar 10% ao ano

  • E ainda assim ficar mais pobre, se a inflação for maior

Por isso:

  • Economistas olham juros reais

  • Bancos centrais se preocupam com juros reais

  • Provas cobram juros reais

É ele que mede:
✔️ ganho real
✔️ crescimento do poder de compra
✔️ retorno econômico verdadeiro